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Butantan será palco do maior encontro de influenciadores da Ciência brasileira
Butantan será palco do maior encontro de influenciadores da Ciência brasileira

Cerca de 140 influenciadores de Ciências no Brasil irão participar de um encontro inédito no próximo sábado (19/05) no Museu Biológico do Instituto Butantan. Batizado de “Conhecer”, o evento terá transmissão em tempo real na internet pelo canal Disperscência, e visa promover um debate sobre as novas ferramentas para a divulgação científica junto à sociedade.

O evento faz parte do Avistar, maratona com mais de 40 eventos para reaproximar a sociedade da natureza e da Ciência. Estarão no Conhecer, dentre outros nomes Mayana Zatz (especialista em genética humana que apresenta o programa Decodificando o DNA, na rádio USP), Lito (mecânico de aeronaves e divulgador de aviação pelo canal Aviões e Músicas), Chico Camargo (pesquisador da Oxford Internet Institute, que participa do quadro Top Models do canal BláBláLogia), Inés Dawson (da Universidade de Oxford e youtuber do canal Draw Curiosity) e Flávio Souza (que interpretava o personagem Tíbio do Castelo Rá-Tim-Bum).

“É a primeira vez que uma instituição abre as portas para promover um encontro de pesquisadores reconhecidos que estão preocupados em melhorar e construir novos canais de comunicação mais acessíveis à sociedade”, disse Erika Hingst-Zaher, pesquisadora do Butantan e uma das organizadoras do evento"

Para o estudante de biologia da USP Leonardo Carvalheira, que também é um dos idealizadores e organizadores do Conhecer, a divulgação científica deve ser uma constante troca de experiências entre a sociedade e quem produz pesquisa. “Entendemos que o Conhecer será uma semente que estamos plantando para que a Ciência seja entendida como parte do dia a dia das pessoas. A sociedade precisa da Ciência tanto quanto a Ciência precisa da sociedade”, afirmou Carvalheira.

O evento será transmitido gratuitamente a partir das 10h. Para se credenciar na cobertura de imprensa do evento, mande um e-mail paraimprensa@butantan.gov.br

Evento: Conhecer

Local: o Conhecer é um evento fechado que terá transmissão pela internet

Horário: a partir das 10h

Data: sábado, dia 19/05

O Conhecer faz parte do Avistar, maratona de eventos no Instituto Butantan (Avenida Vital Brasil, 1.500), que acontece gratuitamente entre os dias 18 e 20 de maio

Saiba mais sobre o Avistar: http://www.avistarbrasil.com.br/av18/
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Educação Escolar na Perspectiva da Educação Inclusiva
Educação Escolar na Perspectiva da Educação Inclusiva


A educação escolar brasileira, a partir da legislação vigente, configura-se como direito de todos os cidadãos, fundamentado no paradigma da inclusão e na equidade de oportunidades de acesso, permanência e sucesso escolares. Este discurso legal apresenta-se com o objetivo de romper com uma longa trajetória de exclusão das pessoas consideradas diferentes no ambiente escolar.

Durante longa data, a escola pública foi palco de formação de crianças e jovens das classes elitizadas considerados normais, assegurando os saberes nesse patamar social e mantendo o status quo estabelecido. 

Recentemente, com a efetivação do estado de direitos, da democracia como forma de governança e da cidadania como meio de reconhecimento das diferenças e de participação social, modificaram-se as determinações legais, as quais promoveram a democratização da educação e a universalização do acesso ao ensino público a todos com idade escolar obrigatória. Tal contexto, motivado pelas transformações sociais e políticas globalizadas e liquefeitas, iniciadas na década de 1990, que ensejaram a substituição do modelo de sociedade disciplinar para as de controle, implicou em processos de regulação e distinção de alunos, provenientes da sociedade biopolítica.

Como forma governamental e de regulação, o Estado instituiu a normatização como critério de julgamento e princípio de regência das práticas sociais e pedagógicas, possibilitando por decorrência o discernimento do que se diferencia da norma e a divisão inclusão/exclusão, o que corrobora a existência de micro poderes no cotidiano escolar.

Compreende-se, então, porque a educação em nosso país se apresenta como um modelo escolar dualista: escola para a elite categorizada como normal, com qualidade socialmente reconhecida; escola para os demais, com qualidade naturalmente questionável. A evasão e o fracasso escolares justificam-se pela segregação natural que reproduz a sociedade capitalista, da qual muitos são excluídos. 

Em dissonância à legislação vigente, a educação institucionalizada não se estruturou a ponto de garantir a permanência de todo aluno na escola com sucesso, limitando-se a promover continuidade aos níveis mais elevados de ensino, ratificando a regulação da vida das populações como recurso para o capitalismo emergente. A educação inclusiva não se efetivou como política pública de acesso universal à educação, permanecendo no decorrer dos tempos como concepção de política especial para tratar da inclusão escolar de pessoas com deficiência. 

O grande desafio da educação escolar na perspectiva da educação inclusiva é criar possibilidades de rompimento com os monopólios de interpretação da modelo inclusão/exclusão, de forma a produzir subjetividades potencializadas. Estudos foucaultianos afirmam ser as práticas pedagógicas produtoras de pessoas, na medida em que, pela mediação da relação, modificam a experiência que os indivíduos têm de si mesmos, constituindo-os. Assim, vislumbram-se outras atitudes dos educadores quanto à experimentação, ao acolhimento, à aceitação, ao desenvolvimento de ações educativas considerando a diferença dos alunos em suas experiências, suas necessidades, crenças, valores e saberes, afirmando a singularidade de cada um, a fim de que possam desenvolver sua inserção social como sujeito histórico ativo, construtor de sua história e co-construtor de histórias coletivas. Essa prática pedagógica, talvez, possa ser uma linha de fuga (Gilles Deleuze) para a conquista da educação inclusiva, resistindo à subjetivação do sujeito e acreditando num devir descolonizado. 

A educação inclusiva requer aceitação das diferenças do outro, o que demanda desprendimento e compromisso no combate à alteridade silenciada, visto que vivemos numa sociedade cujas características marcantes são o sucesso, a eficiência, a eficácia, que movem cada pessoa para o campo da individualidade e da competitividade. 

Faz-se necessário, por meio de uma pretensa revolução cultural do dizível e do visível (discurso e prática pedagógica), a inclusão escolar de todos e cada um, para que cada sujeito se constitua conscientemente enquanto sujeito de direitos e faça valer a legislação vigente. Somente uma educação escolar comprometida com todos, com práticas pedagógicas descolonizadas, voltadas para as experiências de cada um, trará condições de maior participação sociopolítica, promovendo a libertação da opressão, a igualdade de oportunidades e a cidadania a cada sujeito social, independentemente de quem seja cada um. Esse processo revelará, concretamente, a importância do sentido e da significância com a qual visamos atribuir à educação escolar na perspectiva da educação inclusiva para um mundo melhor.
Prof.ª Vânia Camargo
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EAD: solução para o ensino brasileiro
EAD: solução para o ensino brasileiro

As constantes modificações das políticas públicas na educação, assim como reformulações e experiências no sistema reforçam a tese de que a solução para o ensino está na Educação a Distância (EAD). Minha experiência na área e análises de especialistas apontam que o futuro é esse, as vantagens sobre o sistema tradicional são inúmeras, favorecidas pelas deficiências crônicas principalmente na educação pública, cujos projetos pedagógicos estão desatualizados. Alguns críticos até já disseram que o modelo de ensino brasileiro se não está falido está próximo disso e que o sistema presencial vai continuar perdendo terreno e pode até vir a ser substituindo pelo ensino a distância. O futuro da educação é digital.

Na verdade, EAD não é coisa nova, existe há praticamente um século, tendo começado pelos cursos por correspondência, precursores em levar o ensino aos mais distantes pontos, onde houvesse alguém interessado em adquirir conhecimento, geralmente com interesse profissionalizante. Nas últimas décadas vem registrando vigorosa expansão, com modernização e qualidade. Os chamados cursos online ganham espaço inclusive em empresas, atraindo profissionais que buscam qualificação e aprimoramento. Empregadores também despertaram e apostam em cursos virtuais para melhorar o nível de conhecimento de funcionários e colaboradores, fatos que acentuam a importância da EAD. “Recrutadores têm percebido que quem busca essa metodologia é alguém focado em sua capacitação”, segundo afirmou um especialista em recursos humanos.

Apesar de todas as evidências e resultados positivos a metodologia ainda não é aproveitada em seu potencial pleno no ensino público. Sabemos que por ser um país de extensão continental o Brasil enfrenta desafios enormes para levar conhecimento a todas as partes e a EAD surge como a alternativa, tem formato acessível ao público com dificuldade de deslocamentos e que se preocupa com custos logísticos na busca de qualificação profissional.

A utilização do ensino a distância na educação oficial é de inconteste necessidade pelas vantagens oferecidas. A tecnologia proporciona ao professor mais ferramentas para ilustrar a aula facilitando o aprendizado muito mais do que no sistema presencial. Estudos especializados e avaliações indicam que os alunos apresentam formação de melhor qualidade na comparação com o modelo tradicional, o aluno em sala de aula encontra mais dificuldade pela carência de material de apoio, o que não ocorre com a disponibilidade dessas ferramentas via internet. Há outro diferencial comprovado: o aluno estuda mais, se esforça mais, porque o professor no sistema EAD é apenas indutor, o estudante tem a obrigação de pesquisar e isso auxilia no raciocínio, ele aprende a pensar. Com o avanço da tecnologia o processo ganhou agilidade e vantagens para o estudante, que não precisa ficar à frente da televisão ou do computador, podendo utilizar qualquer dispositivo com acesso à internet – tablets, smartphones e outros.

A EAD, no âmbito do ensino público, não deve ser pensada apenas como modelo de alfabetização ou para segundo grau. A metodologia associada à moderna tecnologia da informação mostra avanço significativo, são oferecidos cursos de graduação e pós-graduação com alto aproveitamento. Outro importante aspecto que a administração pública (federal, estadual e municipal) deve considerar (e aproveitar) é o treinamento de seus corpos docentes através da EAD e toda sua gama de ofertas em facilidade, agilidade e capilaridade. A maioria das Prefeituras Municipais, responsáveis pelo ensino básico, não tem condições de proporcionar cursos em conhecimento e atualização aos seus professores. Os cursos online preenchem essas carências de forma eficiente e a um custo quase zero. Então, a modalidade resolveria essa falha no preparo, capacitação, aprimoramento sem prejuízo do tempo que os professores devem dedicar à rotina em sala de aula.

Aponto ainda outro argumento para adequada utilização desse sistema: a educação continuada que pode e deve alcançar também o universo de funcionários públicos dos três níveis que em sua maioria necessitam de reciclagem. O sistema EAD poderia suprir outra falha no ensino no Brasil que é a dificuldade de encontrar professores preparados para as matérias de física, química e biologia com complementação de aulas dessas matérias como reforço para o aluno.

Lembro que para o governo um programa de ensino a distância tem custo ínfimo, visto que o MEC dispõe de condições e estrutura, mantendo rede tecnológica incluindo televisão. Defendo ainda que o sistema seja aproveitado também para um curso de formação política, nos moldes do ensino de Moral e Cívica, que foi matéria da grade curricular no passado. Sugiro que uma instituição isenta, como a OAB, por exemplo, poderia montar um módulo específico, com conteúdo único para todo o país, o que contribuiria para não o correr discrepância entre cursos ou até mesmo para evitar que professores imponham ideologia pessoal. Matéria desse tipo seria muito útil para despertar nos jovens o interesse na participação política, oferecendo formação cidadã com noções políticas para o aprendizado prático do sistema político-eleitoral orientando a juventude no sentido de aprender a votar.

Por fim, lembro que o ensino a distância promove a inclusão social, abre oportunidade a todos indistintamente, dos cursos básicos a pós-graduação, especialização, mestrado, doutorado. É também essencialmente democratizante, todos participam em igualdade de condições, seja um aluno da Avenida Paulista em São Paulo ou de remota localidade na Amazônia, ambos têm a mesma oportunidade, o mesmo conteúdo, o mesmo tutor e o mesmo diploma validado e reconhecido pelo Ministério da Educação.

Para os brasileiros crescerem em conhecimento a educação brasileira precisa se modernizar, abrir e ampliar caminhos, deve possuir capilaridade, promover efetivamente a inclusão social e ter por meta a democratização do ensino, do conhecimento. A educação a distância atende a esses primados, preenche tais requisitos. Para cumprir esses princípios depende tão somente de vontade política.
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